domingo, 20 de abril de 2008

LÂMPADAS INCANDESCENTES


"Levanta-te, resplandece, porque é chegada a tua luz, e é nascida sobre ti a glória do Senhor" (Isaías 60:1).
Certo homem, visitando um farol, disse ao guardião: "Você não tem medo de viver aqui? É um lugar terrível para se ficar por muito tempo." - "Não," respondeu o homem, "eu não tenho medo. Aqui nunca nos preocupamos com nós mesmos."
"Nunca se preocupam com vocês mesmos! Como pode ser isso?"
A resposta foi convincente: "Nós sabemos que estamosperfeitamente seguros e só nos preocupamos em manter nossas lâmpadas brilhando e refletindo claramente para que aqueles que estão em perigo possam ser salvos."
É isso que os cristãos deveriam fazer. Eles estão seguros em uma casa alicerçada na rocha, que não pode ser derrubada pela mais violenta tempestade, e em um espírito de generosidade santa, deveriam deixar sua luz resplandecer através das ondas escuras do pecado, para que aqueles que estão expostos ao perigo, possam ser guiados ao porto da segurança eterna.
Será que tem sido este o nosso interesse espiritual? Temos estado imbuídos no propósito de fazer a luminária da presença de Cristo em nossos corações brilhar para que, através de sua luminosidade muitos deixem as trevas e encontrem o caminho da salvação e vida eterna?
Temos compreendido que não são apenas os nossos interesses pessoais que devem mover todas as nossas atitudes? Temos praticado o amor santo, derramado em nós pelo Espírito Santo de Deus, para que muitos outros recebam a mesma bênção que temos recebido e gozem da mesma alegria que tem sido constante em nossa vida?
Deus espera que cada um de nós, alcançados pelo Seu perdão e restaurados para uma nova vida, agora transformada e submissa à Sua vontade, sejamos instrumentos usados por Ele para que muitos, em perigo, encontrem a segurança tão ansiosamente buscada.
Sua luz tem brilhado com intensidade?

domingo, 6 de abril de 2008

Namoro uma garota 14 anos mais nova

VOCÊ PERGUNTA

Namoro uma garota 14 anos mais nova

Tenho 27 anos, sou adventista e namorei muitas meninas de fora da igreja, mas sempre pedi a Deus que me ajudasse a escolher uma moça que fosse da igreja, que compartilhasse a minha fé, que me amasse de verdade, e que gostasse de cantar (porque não tenho esse dom). Por muito tempo orei a Deus por isso.
Fiquei surpreso quando minha prima de 13 anos se declarou para mim. Disse que está apaixonada. No começo não dei muita atenção, mas agora vejo que é muito bonita, está se tornando uma moça de verdade e é dedicada na igreja. Começamos a ficar juntos, mas o que me perturba é nossa diferença de idade: 14 anos. Fico pensando: “Será que Deus respondeu minha oração?” Fico confuso porque ela também disse que orou muito por mim quando estava em sua cidade.
Devo esperar um tempo para que ela se torne adulta?
Estou cheio de dúvidas. Na verdade não quero compromisso agora porque estou estudando e pretendo me formar, mas muitos me dizem para esperar por ela. Dizem que daqui a algum tempo a idade não vai mais fazer tanta diferença.
Por favor, me ajude a decidir.


Essa é uma questão que, para os padrões de hoje, parece não ter nenhum problema. Afinal, você vê por aí mulheres muito mais velhas que seus maridos e homens casados com mulheres que teriam tranqüilamente idade para serem suas filhas. Alguns desses casamentos até podem estar dando certo, dentro desses novos conceitos de amor e relacionamento. Mas, com certeza, são minoria e exceção.
Tenha sempre muito cuidado ao tomar a exceção como exemplo, especialmente em questão de casamento. Os valores do casamento mudaram muito, ultimamente, e a sua durabilidade também. Por isso, faça suas escolhas com segurança. Não se deixe levar pela “onda”.
A diferença de idade realmente deve fazer você parar para pensar. Existem várias questões que mexem com você: ela está apaixonada, é uma boa moça, você e ela têm orado pela melhor pessoa por algum tempo e vocês estão ficando juntos. Por outro lado, você quer um relacionamento sério, e para isso precisa avaliar com mais profundidade. O que vou apresentar para você não é uma palavra final, mas considere com atenção:
1. Apenas uma adolescente. Uma garota com 14 anos está entrando na adolescência. Seus desejos são altamente instáveis. Não alcançou a fase da maturidade. Seus interesses devem e podem mudar até os 20 a 22 anos, idade em que a mulher amadurece. Ela pode ter corpo de mulher e ser muito bonita, mas não se esqueça de que seu comportamento ainda é de uma adolescente. É muito arriscado construir uma relação dentro dessa realidade.
2. Projeção de suas necessidades. Como sua idade é bem maior, ela pode estar vendo em você um pai ou um tio, apesar de você ainda ser jovem, e projetando sua necessidade de segurança, proteção, etc., comuns na pessoa do pai, e por isso está apaixonada. Você só vai ter certeza do real sentimento dela quando amadurecer. É um tempo bem longo para sua realidade.
3. Sonhos de adolescente. Ela, como toda garota no início da adolescência (os garotos também), sonha em ser jovem ou adulta, ter liberdade e independência. A paixão por você pode ser uma extensão desse sonho.
4. Diferença de idade. Não se esqueça também de que a diferença de idade sempre vai deixar suas marcas. Afinal, são 14 anos. Daqui a 10 anos, ela pode estar madura, e mentalmente vocês não vão ter tantas limitações, mas você já vai estar com quase 40 anos. O ritmo e o interesse dos dois vão ser bem diferentes. Quando ela atingir os 35 anos, você já vai estar chegando aos 50. Sempre vai haver uma distância bem grande. Isso vai se destacar nos interesses e na aparência física. A relação vai ser frágil.
5. Uma longa espera. Quem sabe você até pense: “Vou esperar até que ela cresça; afinal, é uma boa moça”. Esse é o conselho que você está recebendo de alguns. Pense bem, é muito arriscado manter uma relação de oito ou dez anos, sem planos de casamento dentro desse tempo, com uma menina que vai estar em plena adolescência. Os próprios limites da relação correm perigo.
Vejo que sua razão está lhe sugerindo um bom caminho: esperar um pouco mais; mas o conselho dos amigos acaba lhe trazendo dúvida. Olhe a questão por um outro lado: ela é uma boa moça, sem dúvida, mas será a única? Tudo o que está acontecendo deve servir para lhe mostrar que existem boas moças. Observe um pouco mais e encontrará alguém que combine melhor com sua realidade.
Ellen White recomenda: “Compromissos assumidos por pessoas muito novas freqüentemente têm resultado em uniões infelizes ou em separações vergonhosas. ... As afeições juvenis devem ser refreadas até chegar o período em que tenham idade e experiência suficientes para tornar sua manifestação correta e segura.” – Só Para Jovens, pág. 116.
Seja prudente, e por outro lado, não deixe de orar. Deus vai lhe abrir as portas e dar segurança para uma boa escolha. Ellen White é muito clara sobre a importância da oração na definição da escolha da pessoa com quem casar: “Se homens e mulheres têm o hábito de orar duas vezes ao dia antes de pensar em casamento, devem fazê-lo quatro vezes ao dia quando pensarem em dar esse passo. O casamento é algo que influenciará e afetará sua vida, tanto neste mundo como no futuro. Um cristão sincero não levará avante seus planos nessa direção sem o conhecimento de que Deus aprova seu proceder.” – Ibidem, pág.122.

Erton Köhler é Presidente da Divisão Sul-Americana.


Escreva para:
“Você Pergunta”
Pastor Otimar Gonçalves
Caixa Postal 2600
70279-970 – Brasília, DF
E-mail: erton@dsa.org.br

TENTAÇÃO SEXUAL

Revista Adventista de Janeiro/2007 – “Bússola”

TENTAÇÃO SEXUAL

“Tenho 21 anos moro em Santos – SP, me chamo Alex, sou adventista há seis anos, peço ajuda e conselho. Quando estou na igreja durante todo o sábado, é uma bênção eu me sinto forte espiritualmente. Porém a minha luta e derrota é no sábado a noite, às vezes não consigo me controlar no meu namoro e me excedo junto com minha namorada nas carícias físicas. O que nós devemos fazer para sermos vencedores em nossas tentações e impulsos sexuais, pois nós nos amamos muito, e queremos vencer juntos?” Alex, 21 anos, Santos – SP.


Estimado Alex, penso que o seu drama reflete o desafio de milhões de outros jovens cristãos. Todavia, não desanime não se dê por vencido, em Jesus há sempre uma palavra de esperança, conforto e principalmente de perdão para um novo recomeço. É preciso determinação e oração por parte de vocês dois, vou enumerar três princípios de forma crescente, que poderão ajudá-los e muito; eu tenho certeza que se vocês atentarem para estes princípios bíblicos, vocês serão vencedores. Deus os fez para vencerem e não para serem derrotados.

1 – Tenha uma vida de oração particular intensa.
Querido Alex, as vitórias externas no namoro, serão o resultado, de uma vida de oração escondida em Cristo. A primeira e mais importante vitória é sobre o seu ego, seus desejos, suas inclinações, suas vontades e caprichos pessoais. Coloque para você e sua namorada o seguinte desafio: Começar e terminar cada dia com pelo menos cinco minutos de oração particular, fortalecendo o seu interior, a sua mente e o seu coração.
Quando José venceu a tentação da mulher de Potifar, a tentação não foi vencida na hora; mas bem antes, quando de joelhos cada manhã e ao entardecer ele se colocava diante do altar do Todo-Poderoso. Ali as tentações e inclinações sexuais eram vencidas. Fortaleça a sua devoção pessoal e desafie a si mesmo e a sua namorada a fazerem o mesmo. A sexualidade é uma bênção, é um dom de Deus, porém deve ser uma prerrogativa apenas de casados. Onde está a sua e a minha segurança? Em Cristo!
“A única segurança para os jovens nesta época de corrupção é pôr em Deus a sua confiança. Sem o auxílio divino, serão incapazes de controlar as paixões e os apetites humanos. Em Cristo está justamente o auxílio necessário.” Testimonies, vol. 2, pág. 409. – Fé pela qual eu vivo – MM – 1959 – 12 de Janeiro, pág. 18.

2 – Procure estudar a sua Bíblia cada dia.
A Bíblia será para você e a sua namorada o que o pão é para o faminto e a água para o sedento viajante. Estude a sua Bíblia cada manhã e cada noite, pelo menos um salmo predileto, um texto de sua preferência. Sublinhe textos bíblicos que te encham de conforto, esperança e principalmente paz interior. Alex, a sua Bíblia deverá ser como uma âncora em meio aos vendavais espirituais da sua vida. Onde vocês irão encontrar forças para serem puros diante de Deus e dos homens?

Eu gosto muitíssimo do Salmo 119:9 que diz: “De que maneira poderá o jovem [Alex] guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra.” Perceba que o assunto do salmista é pureza. Procure fazer da Bíblia o livro mais especial da sua vida, carregue-a sempre com você, não tenha vergonha ou receios de levar a sua Bíblia para os eventos da igreja, acompanhe os sermões com a sua Bíblia em mãos, faça uma cadeia bíblica de assuntos de sua predileção. Seja criterioso quando o assunto for programas de televisão ou internet; fuja daquilo que será excitante para você, seja seletivo. Faça da Bíblia o seu único guia seguro.
“Esse Livro [Bíblia] é nosso guia para uma vida mais elevada e santa. Os jovens o declarariam o mais interessante livro que já leram, não estivesse sua imaginação pervertida pela leitura de histórias fictícias.” Cons. aos Pais Professores e Estudantes pág.139.

3 – Procure testemunhar de Jesus para os seus amigos.
Depois de fortalecer o seu interior com a devoção pessoal, através da oração particular e da leitura sistemática da Bíblia; chegou a hora de compartilhar com os seus melhores amigos, como você se tornou um vencedor cada dia, em todos os aspectos da sua vida, sem entrar em detalhes da sua vida pessoal. Fale da sua nova intimidade com Jesus, relate da presença dEle em cada momento de sua vida. Pouco adiantará as suas vitórias se não forem dividas e compartilhadas com outros jovens.
Os seus desejos e as suas inclinações estarão sob o controle dAquele que as deu – Cristo. As tentações e os desejos virão outras vezes, porém Deus tem um propósito para os mesmos - a definição da sua sexualidade e a sua pureza espiritual. Deus jamais lhe daria um dom que não fosse para o seu próprio bem e de sua igreja. Uma coisa eu tenho certeza; vale a pena ser fiel aos princípios de Deus. Como você pode ser um vencedor cada dia? O Salmista tinha a “receita” quando disse: “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti.” Salmo 119:11. Faça isso e você terá uma fé viva e operante.
“Sem uma viva fé em Cristo como Salvador pessoal, é impossível fazer com que nossa influência seja sentida em um mundo cético. Não podemos dar a outros aquilo que nós mesmos não possuímos. É proporcionalmente à nossa própria devoção e consagração a Cristo, que exercemos uma influência para benefício e reerguimento da humanidade.” O Maior Discurso de Cristo. Pág. 37.
Prezado Alex, para terminar; pratique exercícios físicos, leia bons livros, faça amizades saudáveis, freqüente a igreja, envolva-se em algum ministério, namore uma garota da igreja e seja uma testemunha viva daquilo que Jesus fez e está fazendo em tua vida cada dia. Que Deus faça de você um vencedor cada dia, siga na “sua” força, no “seu” entusiasmo crescente e no poder de Deus, com carinho.


Pr.Otimar Gonçalves
Min. Jovem - DSA

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Ir ao cinema: a melhor escolha?


Ir ao cinema: a melhor escolha?

por Erton Köhler

Essa é uma questão polêmica para alguns e já definida para outros, mas de vez em quando a discussão aparece. Tenho recebido algumas perguntas buscando mais orientação, e depois da estréia do filme “A Paixão de Cristo”, parece que as discussões aumentaram. Vamos entender um pouco mais do assunto?
Primeiro ponto: Precisamos considerar que o cinema faz parte de uma realidade mais ampla, que envolve o grande conflito entre Cristo e Satanás. Esta batalha tem a ver com a influência sobre os pensamentos e desejos. Por isso, se localiza na mente humana. Quem consegue maior controle sobre os pensamentos, tem melhor influência sobre os desejos e, em conseqüência, sobre toda a vida.
Existem dois meios que causam um impacto tremendo sobre a mente humana: sons e imagens. Por isso, dá para entender por que as opções populares de músicas e filmes são tão grandes e atraentes. Tem alguém tentando ganhar essa batalha.
Por outro lado, você já viu como seminários ou conversas sobre música, cinema e filmes quase sempre acabam em discussão? É difícil encontrar o caminho. São muitos gostos pessoais e “achismos” em jogo, dificultando uma solução ou o fortalecimento de nossas defesas. A questão que precisa estar sempre muito clara é: com o que estamos alimentando nossa mente e, como conseqüência, quem vai vencer o grande conflito?
Quando falamos sobre imagens, sempre vem à mente aquele ditado: “Uma imagem vale mais que mil palavras.” É apenas um ditado, mas mostra a força desse instrumento de comunicação. Sabemos que, por trás de um filme, estão centenas e até milhares de pessoas envolvidas. O investimento é imenso em enredo, imagens, direção e marketing, tudo isso para apresentar uma mensagem. Normalmente, Satanás usa toda essa estrutura para tornar interessante e atrativo o pecado, como sempre é sua estratégia. Por isso, é fundamental avaliar essa questão com oração, conscientes de que estamos em um terreno perigoso buscando fazer a melhor escolha.
E quanto ao cinema, especificamente? Existem mais alguns pontos que devem ser avaliados. O assunto cinema vai além da questão “vídeo”, “DVD” ou “televisão” e, por isso mesmo, se torna mais polêmico. Essa polêmica e seus questionamentos são variados. Por um lado, alguns dizem: “O cinema não é mais aquele lugar pervertido que foi no passado. Além do mais, aquilo que se assiste lá facilmente pode ser visto dentro de casa. Por isso mesmo não há problema.” Porém, há um outro grupo que defende a idéia de não freqüentá-lo, independente do filme em cartaz, pois não é um bom lugar. E, então, qual das duas opiniões é a mais correta? Qual é a mais edificante?
Pense comigo: Se o cinema não é mais um lugar impróprio como foi no passado, o que mudou? O cinema ou as pessoas? O cinema ficou melhor ou as pessoas começaram a achar normal o que acontece lá? O cinema melhorou ou os padrões baixaram? Algumas pessoas dizem: “Veja, hoje o cinema não é mais um lugar de imoralidade. Até as famílias vão lá.” Será que o fato de encontrarmos famílias significa que o lugar tenha melhorado? Se você observar, ele continua sendo o mesmo que sempre foi. Aliás, o que é apresentado hoje é bem mais forte e violento do que no passado. Isso demonstra que a questão está nos valores. Hoje eles são outros. O que não se aceitava há alguns anos atrás e os pais não ofereciam para seus filhos, hoje não é visto como problema. Por isso, as famílias estão lá.
Além disso, estamos inseridos na cultura do entretenimento. As famílias estão lá em busca da diversão que agrada, sem levar em conta os valores. Isso ainda nos leva a uma outra pergunta: A mudança de visão da sociedade deve provocar, também, a mudança da nossa visão? Se a sociedade passou a ver como normal alguma coisa, devemos segui-la automaticamente? Ou nossos motivos vão mais além? Nossos critérios de escolha não estão fundamentados nos valores da sociedade, ou na maneira como ela encara as coisas, mas nos valores de Deus e do Céu. Por exemplo, há cerca de 20 anos o homossexualismo não era bem visto pela sociedade ou pelas famílias. Hoje a realidade é completamente diferente, e nem é preciso entrar em detalhes. Por que a posição da sociedade mudou, nosso conceito de certo ou errado deve mudar também?
Um dos argumentos mais usados para defender o cinema é o fato de que aquilo que se vê no cinema é o mesmo que se vê em casa. “É a mesma coisa”, alguns dizem. Será que assistir a um filme em casa e no cinema tem realmente a mesma influência? Usar este argumento faz com que o cinema se torne um lugar melhor, ou nos faz ter critérios mais firmes para selecionar os vídeos e programas de TV? Se a influência de um vídeo ou programa de televisão já pode ser muito prejudicial, imagine a influência destas mesmas imagens em um lugar onde a tela não tem 14, 20 ou mesmo 29 polegadas. O tamanho da tela torna a influência do filme muito mais forte. É preciso considerar, também, a diferença da influência de um programa ou filme visto na TV de casa, com gente passando ou conversando, barulhos na rua, lanchinho na mão, campainha tocando, e outras tantas situações comuns, para um filme visto em um ambiente de poltronas próprias, piso inclinado e direcionado à tela, luzes apagadas, silêncio geral, som estéreo e outras características do cinema. É claro que o cinema torna a influência do filme muito maior. Além disso, em casa você domina aquilo a que assiste. Você tem um controle remoto e um botão “stop” no vídeo, DVD ou TV. Se você tem critérios saudáveis e o filme não combina com eles, você pode desligar e… adeus. No cinema, você paga e entra, as portas se fecham, a platéia quer silêncio, ninguém fica entrando ou saindo, e como resultado, você acaba assistindo ao filme independente da qualidade, mesmo que não combine com seus princípios. Daria até para dizer que em casa você pode dominar aquilo a que assiste, mesmo que tenha sido enganado pela propaganda. No cinema, não.
De vez em quando, encontro algumas outras pessoas que dizem: “o cinema pode ser um bom ou mau lugar, dependendo daquilo a que você assiste. Eu só vou lá para ver filmes bons”. Cuidado com afirmações desse tipo, pois elas trazem sérios problemas. Que critério você usa para escolher os “filmes bons”? Será que o gosto pessoal e a consciência são os melhores juízes para fazer essas escolhas? Uma consciência que não esteja totalmente ligada a Deus pode escolher o que é errado achando que é certo. Pior do que isso, ainda, é a realidade de que ir ao cinema só para ver filmes bons é sempre a desculpa de quem vai as primeiras vezes. Nestas primeiras vezes, a pessoa está cheia de critérios para selecionar aquilo a que vai assistir. Mas com o passar dos dias, o cinema vai virando simplesmente mais um lugar de entretenimento, como uma pizzaria ou sorveteria. Chega sábado à noite e a turma se pergunta: "O que a gente vai fazer hoje?" No meio de algumas sugestões, alguém já responde: "Vamos pegar um cineminha." Ninguém pergunta o que vai passar, simplesmente se torna mais um lugar de lazer. Foram-se os critérios!
Quando o assunto vai esquentando, sempre aparece alguém para dizer: “Não é bem assim. O mal está na sua cabeça.” Será que é assim mesmo? O Dr. W. W. Charters, no livro Our Movie Made Children, apresenta um estudo comprovando que 75 a 80% do que é apresentado nos filmes envolve sexo, ocultismo e violência. A pergunta que fica é: Será que o mal está somente na cabeça das pessoas?
Ainda tem outra coisa que me preocupa: o testemunho. A sociedade continua vendo os cristãos como pessoas que têm outros valores e outros interesses. Gente que tem vontade de estar com Deus, de buscá-Lo ou de estar em lugares puros. Essa imagem não combina com o cinema. Deus não é buscado nem encontrado ali; além disso, o que é apresentado lá, não combina com a pureza ou com os valores de Deus. O que você faz no silêncio da sua casa está entre você e Deus, mas aquilo que você faz, ou nos lugares aonde vai, em público, envolvem outras pessoas e aí o seu compromisso é maior. Como filho ou filha de Deus, seu compromisso é ser sempre testemunha dEle, e evitar se tornar pedra de tropeço para alguém. Se minha freqüência a algum lugar vai prejudicar a vida ou a visão religiosa de alguém, aí já está um motivo para mudança. A Bíblia fala fortemente sobre esse princípio em I Coríntios 8. Paulo diz que alguns, não tendo conhecimento profundo da verdade, têm uma consciência fraca. No verso 9, ele estabelece o princípio quando diz: “Vede, porém, que esta vossa liberdade não venha, de algum modo, a ser tropeço para os fracos.” Em I Coríntios 10:23 e 32, ele destaca que “todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm. ... Não vos torneis causa de tropeço... para a igreja de Deus.” E o que mais me impressiona é a declaração do capítulo 8:12, onde ele diz: “E deste modo [referindo-se ao pecado do escândalo], pecando contra os irmãos, golpeando-lhes a consciência fraca, é contra Cristo que pecais.” É importantíssimo ter cuidado!
A última questão para você pensar é a visão do cinema como um lugar de adoração. Parece meio pesado e até estranho, mas é uma realidade. Se você parar para pensar que cerca de 80% daquilo que é apresentado no cinema se concentra em sexo, violência e ocultismo, a questão que surge é: Quem é o interessado em passar isso às pessoas? Essas são mensagens fortes e claras que levam ao estilo de vida de Satanás. Aliás, no cinema, ele apresenta essas mensagens com seus melhores e mais atrativos recursos. Olhando por este ângulo, o cinema pode ser comparado a uma igreja. A igreja é um lugar público onde a vontade de Deus é ensinada e Ele é adorado. O cinema, por outro lado, pelo que apresenta publicamente, passa a ser um centro de ensinamento das mensagens do inimigo de Deus (a televisão também pode desempenhar esse papel). Onde sua vontade é ensinada aberta e super atrativamente, ele se manifesta, e se torna um centro de aprendizado e adoração. Afinal, as pessoas vão aos lugares onde é apresentado aquilo em que elas acreditam, ou pelo menos se interessam. Algumas comparações podem ser feitas entre os dois lugares:


TEMPLO
Bem localizado
Prédio imponente
Ambiente de adoração
Possui uma mensagem
Possui um púlpito para apresentação da mensagem
O adorador devolve o dízimo
Possui um inimigo, definitivamente destruído no final
Possui um Salvador
Os presentes adoram


CINEMA
Localizado em área de fácil acesso
Prédio imponente, shopping
Ambiente reverente
Tem um enredo
Possui um palco para apresentação do filme
O freqüentador paga o ingresso
Possui um vilão, sempre vencido no final
Possui um herói
Os freqüentadores fazem tietagem

É muito perigoso estar envolvido com um lugar assim. Mesmo que, de vez em quando, exista algum filme que pareça bom, cuidado com a isca. À casa do inimigo a gente não vai nem para uma festinha de aniversário.
Não se esqueça de que somos o palco do grande conflito entre Cristo e Satanás. Ambos querem conquistar nossa mente e nossa vontade. Por isso Paulo deixa uma recomendação preciosa e muito válida quando se fala em cinema e filmes: “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há, e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” Filip. 4:8. O cinema desenvolve ou apóia estes pensamentos que dão a vitória a Deus? Pense nisso, e faça a escolha de Davi: “Não porei coisa injusta diante dos meus olhos” (Sal. 101:3).

Gilmar Rodrgues

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

O QUE É O NATAL?


O QUE É O NATAL?


-Tio, o que é o natal? Cristo nasceu?! Quando? Onde?

-Menino olhe para o campo, verde, vasto e bonito. Ali verás o Natal.
Olhe para o céu, a terra, o mar, por certo, em tudo sentirás o Natal
Natal em flores, Natal em estrelas.
É Jesus Cristo nascendo em Belém, Terra de Judá!...

-Mas Cristo vive lá?-
Não, Jesus nasceu e vive sempre no coração de toda a humanidade!...
O Natal é ter paz, ser feliz, é fazer caridade, amparar o oprimido é viver com o próximo em pura igualdade!
O Natal está nos campos floridos, nas casas humildes, nos palácios, nas almas que se espelham, nobres de homens, para o mundo evoluído!
O Natal é céu alegre, é terra dadivosa, é rio soluçante que se destina ao mar.
É regato manso, silencioso, cantarolante, na harmonia de seu feliz e terno rolar!
O Natal é canto alegre de pássaros, é trino madrugador de sabiás das matas!
É pipilar de canários-suaves cantores, que louvam as madrugadas de mil cores!
O Natal é bem-aventuranças, é amor cristão, é amparo aos pobres, infelizes, necessitados.
É querer e amar ao próximo de todo o coração como queremos ser por ele, sempre amados!

-Então, o Natal é isto, É ter no coração o meigo Jesus Cristo?!

-Sim menino, o Natal é isto e nada mais.
Ame o seu próximo, respeite a seus pais, dê agasalho a quem tem frio, pão do mendigo e acolhe em teu lar ao que procura abrigo!
Em isto fazendo, ao céu farás jus e alegrarás a teu inda jovem coração...
E presentearás, com alegria e efusão a nosso Divino Amigo - Mestre Jesus!...

FELIZ NATAL! FELIZ ANO NOVO!


NESTE FIM DE ANO:

FELICIDADES EM DOSE DUPLA PRA VOCÊ.

FELIZ NATAL!

FELIZ ANO NOVO!

QUE ESTE FIM DE ANO, SEJA TODO ESPECIAL PRA VC.

MAIS NÃO ESQUEÇA DO VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL "JESUS"

Uma história
Dizem que é muito antiga a história que vou contar.
Mas, para mim, é tão bela! Não me importa a idade dela!
É a história do Natal.

Sabe, MEUS AMIGOS, o que o Natal quer dizer?
Brinquedos?... Presentes? ... Festa? Nada! ... Pois ora esta!
Natal quer dizer: NASCER.

No meu Natal eu nasci; e no seu, VOCÊ NASCEU.
Mas o Natal de que falo... Oh! que tão grande regalo –
É Natal vindo do céu!

NASCEU CRISTO, o Redentor, Na mais completa humildade.
E assim também viveu, foi desprezado e sofreu, para salvar a humanidade.

Por isso nós, os seus filhos, com Ele iremos, um dia, gozar no céu as delícias!
Esta história é uma carícia, É mui linda!... Eu não dizia?

UM ABRAÇO.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

O Natal Como Dia de Festa


O Natal Como Dia de Festa
"Aproxima-se o Natal", eis a nota que soa através do mundo, de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Para os jovens, de idade imatura, e mesmo para os de mais idade, é este um período de alegria geral, de grande regozijo. Mas o que é o Natal, que assim exige tão grande
atenção? ...

O dia 25 de dezembro é supostamente o dia do nascimento de Jesus Cristo, e sua observância tem-se tornado costumeira e popular.
Entretanto não há certeza de que se esteja guardando o verdadeiro dia do nascimento de nosso Salvador. A História não nos dá certeza absoluta disto. A Bíblia não nos informa a data precisa. Se o Senhor tivesse considerado este conhecimento essencial para a nossa salvação, Ele Se teria pronunciado através de Seus profetas e apóstolos, para que pudéssemos saber tudo a respeito do assunto.
Mas o silêncio das Escrituras sobre este ponto dá-nos a evidência de que ele nos foi ocultado por razões as mais sábias.

Em Sua sabedoria o Senhor ocultou o lugar onde sepultou Moisés. Deus o sepultou e Deus o ressuscitou e o levou para o Céu. Este procedimento visava prevenir a idolatria. Aquele contra quem se haviam rebelado quando estava em serviço ativo, a quem haviam provocado quase além dos limites da resistência humana, era quase adorado como Deus depois de separado deles pela morte. Pela mesma razão é que Ele ocultou o dia preciso do nascimento de
Cristo, para que o dia não recebesse a honra que devia ser dada a Cristo como Redentor do mundo - Aquele que deve ser recebido, em quem se deve crer e confiar como Aquele que pode salvar perfeitamente todos os que a Ele vêm. A adoração da alma deve ser prestada a Jesus como o Filho do infinito Deus. Review and Herald, 9 de dezembro de 1884.

O Dia não Deve Ser Passado por Alto

Sendo que o dia 25 de dezembro é observado em comemoração do nascimento de Cristo, e sendo que as crianças têm sido instruídas por preceito e exemplo que este foi indubitavelmente um dia de alegria e regozijo, será difícil passar por alto este período sem lhe dar alguma atenção. Ele pode ser utilizado para um bom propósito.
A juventude deve ser tratada com muito cuidado. Não devem ser deixados no Natal a buscar seus próprios divertimentos em prazeres vãos, em diversões que lhes rebaixarão a espiritualidade. Os pais podem controlar esta questão voltando a mente e as ofertas dos
filhos para Deus e Sua causa e a salvação de almas.

O desejo de divertimentos, em vez de ser contido e arbitrariamente sufocado, deve ser controlado e dirigido mediante paciente esforço da parte dos pais. Seu desejo de dar presentes deve ser levado através de puros e santos canais e feitos resultar em bênção ao
nosso próximo graças à manutenção do tesouro na grande e ampla obra para a qual Cristo veio ao mundo. Abnegação e espírito de sacrifício assinalaram Sua conduta. Seja isto também o que assinale os que professam amar a Jesus, porque nEle está centralizada nossa esperança de vida eterna. Review and Herald, 9 de dezembro de 1884.

Jesus não Deve Ser Esquecido
Irmãos e irmãs, enquanto estais planejando dar presentes uns aos outros, desejo lembrar-vos nosso Amigo celestial, para que não passeis por alto Suas reivindicações. Ele Se agradará se mostrarmos que não O esquecemos. Jesus, o Príncipe da vida, deu tudo a fim de pôr a salvação ao nosso alcance. ... Ele sofreu mesmo até à morte, para que nos pudesse dar a vida eterna.
É por meio de Cristo que recebemos todas as bênçãos. ... Não deve nosso Benfeitor celestial participar das provas de nossa gratidão e amor? Vinde, irmãos e irmãs, vinde com vossos filhos, mesmo os bebês em vossos braços, e trazei ofertas a Deus, segundo vossas possibilidades. Cantai ao Senhor em vosso coração, esteja em vossos lábios o Seu louvor. Review and Herald, 26 de dezembro de 1882.

Natal - Ocasião Para Honrar a Deus
Pelo mundo os feriados são passados em frivolidades e extravagância, glutonaria e ostentação. ... Milhares de dólares serão gastos de modo pior do que se fossem lançados fora, no próximo Natal e Ano Novo, em condescendências desnecessárias. Mas temos o privilégio de afastar-nos dos costumes e práticas desta época degenerada; e em vez de gastar meios meramente na satisfação do apetite, ou com ornamentos desnecessários ou artigos de vestuário, podemos tornar as festividades vindouras uma ocasião para honrar e glorificar a Deus. Review and Herald, 11 de dezembro de 1879.
Cristo deve ser o objetivo supremo; mas da maneira em que o Natal tem sido observado, a glória é desviada dEle para o homem mortal, cujo caráter pecaminoso e defeituoso tornou necessário que Ele viesse ao nosso mundo.

Jesus, a Majestade do Céu, o nobre Rei do Céu, pôs de lado Sua realeza, deixou Seu trono de glória, Sua alta posição, e veio ao nosso mundo para trazer ao homem caído, debilitado nas faculdades morais e corrompido pelo pecado, auxílio divino. ...
Os pais deviam trazer essas coisas ao conhecimento de seus filhos e instruí-los mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, em suas obrigações para com Deus - não suas obrigações de uns para com os outros, de honrarem-se e glorificarem-se uns aos outros por
presentes e dádivas. Review and Herald, 9 de dezembro de 1884.

Suplica da Natal!!! (ORAÇÃO)

Amado Jesus, na excelsa manjedoura que Te esconde a glória sublime ouve a nossa oração!

Ajuda-nos a procurar a simplicidade que nos reúne ao Teu amor...

Auxiliar-nos a renascer dentro de nós mesmos, buscando em Ti a força para sermos em teu nome irmãos uns dos outros!

Mestre do Eterno bem, sustenta as nossas almas a fim de que a alegria de servir e ajudar nos ilumine a senda não somente na luz de Teu santo Natal mas em todos os dias aqui, agora e sempre...
Ellen G. White. ( O Lar Advetista Pag. 77 )

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

USO DE JÓIAS, PINTURAS,

O USO DE JÓIAS, PINTURAS, ETC.

“Abstende-vos de toda aparência do mal” – I Tess. 5:22
Estamos vivendo tempos difíceis. O uso de jóias e pinturas tem sido defendido por muitos indivíduos e comunidades religiosas a título de não fazerem do assunto algo que mereça séria atenção.

Acredito que esta indiferença se deve em grande parte ao desejo de não incomodar grupos e pessoas e, assim, tornar-se desagradável. Essa não é a postura bíblica ou do Espírito de Profecia. O assunto é importante. Não adianta buscar desculpas para praticar um “pouquinho” do que a Bíblia proíbe, o que, neste, como em qualquer outro assunto, se constitui uma transgressão.

Examinemos algumas referências bíblicas e do Espírito de Profecia e veremos que este assunto não é irrelevante como alguns querem fazer parecer; muitos citando até cenas bíblicas para defenderem o uso de jóias, bijuterias, pinturas e enfeites.
Considerando a Bíblia
Por exemplo, a Bíblia registra em Ezequiel capítulo 16 uma cena curiosa: Jerusalém é retratada como uma jovem mulher (verso 2) que Deus toma como esposa e a veste com o melhor padrão dentro dos costumes orientais daqueles tempos. “Te ataviei com adornos e pus braceletes em teus braços e colar em teu pescoço. Pus jóias em teu nariz e pendentes em tuas orelhas e um formoso diadema em tua cabeça. Assim foste adornada de ouro e prata e teu vestido era de linho fino, seda e bordados”. (versos 11-13).
“Tomastes assim mesmo tuas formosas jóias de ouro e prata que eu te havia dado e fizestes imagens de homens e fornicastes com elas”. (verso 17).
A explicação do Comentário Bíblico Adventista sobre estas passagens é a seguinte:
“Deve encontrar-se nestas passagens permissão para usar tais adornos hoje? Acaso não foi Deus mesmo quem adornou com tanta profusão a jovem? Deve responder-se de forma negativa.
(1) Em primeiro lugar, trata-se de um caso figurado cujas imagens são tomadas dos costumes da época. Um caso similar é o emprego de Jesus na parábola do rico e Lázaro, baseada numa doutrina totalmente falsa do estado dos mortos (vide Parábola de Jesus 263 a 267);
(2) Ademais, o que em tempos de menos luz se sancionou ou pelo menos se permitiu, com freqüência não se sancionou no período evangélico, devido à sua maior luz. Exemplo disso são a poligamia e o divórcio fácil. (Deut. 14:26);
(3) Em I Timóteo 2:9-10 e I Pedro 3:3-4 fala-se contra o uso de jóias e contra que as mulheres cristãs se adornem com elas e vestimentas custosas.” (CBASD, Ez. 16:12)
Trata-se, portanto, de um relato simbólico, que lança mão de um recurso didático em voga naqueles dias: Falar ao povo em sua própria linguagem e terreno.
A relação-adorno apostasia é freqüente na Bíblia:
01 – Em Ezequiel 23:38-43 – Também um relato simbólico, o povo de Deus aparece como duas mulheres que profanaram o Sábado, idolatraram, chamaram amantes e por eles pintaram os olhos e colocaram enfeites; os beberrões do deserto lhes deram braceletes e diademas e elas adulteraram.
02 – Em Isaías 3:16 a 26 – Diz o comentário bíblico Adventista: “Em nenhuma outra passagem bíblica pode se encontrar uma descrição tão detalhada da corrupção feminina. Se descreve as mulheres do tempo de Isaías tais quais eram: vãs, arrogantes, altivas, orgulhosas, mais interessadas em si mesmas do que no Senhor ou nas necessidades dos que estavam ao redor.
O capítulo é dedicado a advertir a apostasia de Judá e Jerusalém. Não se pode ler o capítulo sem entender a ligação dos adornos vãos com a apostasia. O Senhor iria ferir o ponto mais sensível do pecado delas.
03 – Oséias 2:13 – Deus diz a origem dos enfeites para o seu povo apóstata: “Pendentes de Baal e suas gargantilhas”.
04 – II Reis 9:30 – Jezabel, a apóstata, pintou os olhos e se adornou para seduzir.
05 – Em Gênesis 35: 1 a 5 – encontramos um exemplo literal de como o abandono dos enfeites e da idolatria se relacionam com a reconsagração a Deus. A atitude dos filhos de Jacó deixando os ídolos e argolas é explicada em Patriarcas e Profetas pág. 205 e 206: “Decidiu (Jacó) que antes de ir a esse lugar sagrado (Betel) sua casa deveria estar livre da contaminação da idolatria.
(...) seus filhos também foram tocados por um poder que os constrangia; (...) então deram a Jacó todos os deuses estranhos, que tinham em suas mãos e as arrecadas que estavam em suas orelhas...
O Comentário bíblico Adventista declara o seguinte: “Indubitavelmente criam que a eliminação dos deuses estranhos e de todos os adornos pertubadores eram necessários, se Deus havia de ser sinceramente adorado.”
06 – I Timóteo 2:9-10 – “Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos, mas (como convém às mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras.”
07- O apóstolo Pedro (I Pedro 3:1-5) diz que o comportamento simples das mulheres cristãs concorre para a conversão de maridos descrentes. O apóstolo prossegue com clareza: “O enfeite deles não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura de vestidos.” (verso 3)
Paulo fala de pudor (I Tim. 2:9, 10) uma referência às roupas decentes, advertências aliás, muito apropriada para as roupas curtas, justas, transparentes e decotadas que infelizmente alguns exibem até na igreja de Deus.
Considerações de Ellen G. White
Jesus Cristo é a nossa Pérola de grande preço. Seu caráter nossa riqueza e adorno.
Para o mundo não é assim:
“Os pecadores acham-se entregues a um engano tremendo. Desprezam e rejeitam o Salvador. Não reconhecem o valor da Pérola que lhes é oferecido, e lançam-na fora, só voltando ao seu Salvador insulto e escárnio. Muitas mulheres cobrem-se de anéis e braceletes, julgando atrair admiração, mas recusa-se a aceitar a Pérola de alto preço, que lhe asseguraria santificação honra e riquezas eternas. Que vaidade possui o pensamento de muitos! Ficam mais encantados com ninharias terrenas, que brilham e cintilam, do que com a coroa de vida imortal, a qual é a recompensa divina da lealdade.” I ME, 400
A fuga do plano ideal de Deus no que tange ao adorno exterior, tem sido para muitos motivada pela franca rejeição dos ensinos de Jesus em Sua Palavra, tais pessoas tem sido motivo de escândalo na igreja e influência negativa no lar.
“Se fordes condescendentes com vossos filhos, satisfazendo os seus desejos egoístas; se neles animardes o amor do vestuário e desenvolverdes a vaidade e o orgulho, fareis uma obra que decepcionará a Jesus, que por sua redenção pagou infinito preço. Deseja ele que os filhos o sirvam com afeição indivisa.” I ME, 319
“Deus quer alguma coisa em retribuição desse grande sacrifício que por vós fez. Quer sejais cristãos, não meramente em nome mas também no vestuário e na conversação. Quer que fiqueis satisfeitos com o trajar-se modestamente, não com tufos e penas e enfeites desnecessários. Que vos torneis atrativos pela maneira que o céu possa aprovar. Decepcioná-lo-eis em sua expectativa, queridos jovens?” M. Jovens, 346 (grifo nosso).
“Queridos jovens, vossa disposição para vestir-vos conforme a moda, usando, para satisfazer a vaidade, ouro e coisas artificiais, não recomenda aos outros a religião nem a verdade que professais. As pessoas discretas considerarão vosso desejo de vos enfeitardes como prova de possuís mente débil e coração vaidoso. O vestido simples e despretensioso será uma recomendação para minhas jovens irmãs.” M. Jovens, 348 (grifo nosso).
Aos filhos deve, desde cedo ser ensinada esta lição de modéstia: “Cedo pode (o pai) levá-los a compreender que Deus quer que os filhos sejam adornados, não com exterioridades artificiais, mas com a beleza do caráter, as graças da bondade e afeição, que farão seus corações exultarem de gozo e felicidade.” Lar Adventista, 223 (grifo nosso)
O Presidente da Associação Geral
A Revista Adventista de Outubro de 87 da semana de oração traz à pág. 8 a seguinte declaração do Pr. Neal Wilson: “Se a habitação do Espírito Santo é importante para nós, cultivaremos o ornamento de um espírito manso, em lugar de ornamentos de ouro e prata (jóias) brincos, pulseiras, colares e outras criações humanas cujo propósito é atrair atenção para o eu e não para Cristo.”
O Testemunho da História
Em seu livro História da Civilização, Will Durant registra a oposição da igreja cristã às práticas pagãs:
“As mulheres evitavam cosméticos e jóias e sobretudo cabelos postiços.” Op. Cit. p. 74 tomo I.
“A igreja proibiu aos seus fiéis a freqüência aos teatros e circos e também que tomassem parte nas atividades pagãs.”
Eram condenados a avareza, a desonestidade, o rouge, os cabelos tingidos, as pálpebras pintadas, a bebedeira, o adultério, etc. Idem tomo II págs. 200, 270, 277.
É claro que o bom gosto, asseio, combinação de cores agasalhamento dos membros conforme o clima e beleza, devem integrar o porte feminino, mas a mulher , não lançará mão de artigos que distinguem descrentes e que Deus condena.
Tertuliano, um dos pioneiros do cristianismo apostólico e que viveu no 4º séc. A.D. escreveu: “Vestí-vos com a seda da honestidade, com o linho fino da santidade e com a púrpura da castidade.
Assim adornadas Deus será vosso amigo.”
Em nossas igrejas, espera-se que não se faça o uso de jóias, brincos, colares, pulseiras, pinturas diversas e batons, e outro adereços mundanos.




Resumo Os enfeites exteriores tipo jóias, enfeites, argolas, colares, pinturas etc., devem ser evitados e abandonados porque:

1- Tem origem, envolvimento e influência predominantemente mundanas.
2- Porque representam erradamente a simplicidade do evangelho. M.J. 348 – I Tim. 2:9,10.
3- Pessoas discretas duvidam do nosso equilíbrio e conversão. M.J. 348.
4- Deus quer que trajemos sem jóias e adornos artificiais. II Pedro 3:1-5; M.J. 348.
5- Dinheiro de jóias é melhor empregado em caridade. M.J. 351.
6- O despojamento da idolatria dos enfeites exteriores evidencia e promove a reconsagração a Deus. Gên. 35:1-5.
7- Não recomenda nossa religião nem a verdade. M.J. 348.
8- Torna-se inútil perder tempo em enfeites e enfeitar-se artificialmente. M.J. 356.
9- Recomendações bíblicas se opõem ao uso de jóias.
Para meditar:
a) “...rendas, ouro e coisas artificiais não recomendam aos outros a religião que professais.” M. J. 348.
b) “Os cristãos não devem enfeitar o corpo com vestidos custosos e adornos preciosos. M. J. 358”.
c) “O enfeite delas não seja o exterior...” I Pedro. 3:3.
Bibliografia e Referências
1- Champlim, Russel – “O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo.”
2- Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia – castelhano.
3- Revista Adventista – Semana de Oração – Out. 87 p. 8.
4- White, Ellen G. – Patriarcas e Profetas.
5- ------------------- - Parábolas de Jesus.
6- ------------------- - Mensagens Escolhidas Vol. I.
7- ------------------- - Mensagens aos jovens.
8- ------------------- - O Lar Adventista.
Pr. Demóstenes Neves da Silva Dist. Brotas, 1988

Por que Deus diz não


Por que Deus diz não

por Erton Köhler

Conhecer a vontade de Deus é uma das maiores buscas humanas. Alguns a procuram pela reflexão, outros pelo sofrimento, outros ainda através da visão pessoal, e muitos a buscam na Revelação. Exatamente por se apresentarem tantos caminhos para se chegar a um mesmo destino é que este se tornou um tema muito controvertido e incompreendido.
O maior risco da busca pela verdade, é trocar a revelação bíblica pelas opiniões ou interesses pessoais. Usar os próprios argumentos para definir o que é certo ou errado, o que Deus quer e o que Ele não quer. Se pudéssemos conhecer a vontade de Deus por argumentos, os mais habilidosos com a palavra ou com a escrita sempre teriam a posição final sobre ela. Aliás, isso é o que está acontecendo no mundo religioso de hoje. As religiões que mais crescem são as que têm líderes e oradores carismáticos, que sabem trabalhar bem as palavras e argumentos. Eles convencem as pessoas de que possuem a verdade e arrastam muita gente.
Muitas vezes o risco do “achismo”, a confiança na verdade baseada em opiniões pessoais, aparece entre nós, Adventistas. Muitas pessoas, seguras de sua maneira de ver as coisas, dispensam as palavras inspiradas, colocando-as na moldura da desatualização e, confiantes na sua própria argumentação, acham que muitas coisas devem ser diferentes do que são. Defendem que precisamos nos tornar mais contemporâneos, adaptados a uma nova época.
Em meio a essa discussão, uma palavrinha tem sido o centro das atenções, e de acordo com a maneira como é vista, pode também ser definida como a solução do problema. Essa palavrinha mágica, pequena, mas muito forte é não. Qual deve ser a nossa posição quanto ao seu uso? O não deve ser abolido ou adaptado aos nossos hábitos e crenças? Ou ser ainda mais criteriosos?
Vamos voltar um pouco no tempo e chegar à época de Jesus. Assim podemos entender como Ele Se relacionou com essa palavra. Segundo Paulo, Cristo veio quando havia chegado a “plenitude do tempo” (Gál. 4:4). Ou seja, o mundo e a religião estavam tão longe do plano de Deus, que Cristo não poderia esperar mais para consertar a situação. Se Ele demorasse um pouco mais, possivelmente os homens não teriam mais condições de compreendê-Lo. A vida religiosa precisava ser redirecionada. Cristo precisava preparar um povo que O representasse corretamente. Precisava de um movimento que falasse a verdade ao coração do povo.
Não é difícil notar que a realidade daquela época é muito parecida com a de hoje – religião confusa, e um povo precisando ser alcançado com a verdade. Sendo que os contextos são semelhantes, é importante observar a postura de Cristo em relação à verdade. Assim, definiremos melhor a nossa.
No sermão do monte (Mat. 5:21-37), Cristo tratou o assunto do não. Ao invés de anular ou diminuir, Jesus ampliou os limites conhecidos pelo povo. Ele saiu do não visível e foi mais longe, entrando no mundo do não invisível. Ele foi além do não ato, e chegou até o não pensamento. Ele terminou essa parte do sermão com uma posição clara: Cuidado com a tentativa de encontrar um meio termo para a verdade. Sejam suas posições sim, sim e não, não.
À medida que nos aproximamos da volta de Cristo, Satanás vai criar novas e sutis maneiras de afastar o povo de Deus de Sua vontade. Por isso, mais claras e definidas devem ser nossas posições e crenças.
Diante disso, precisamos entender claramente porque Deus diz não. Os motivos porque Ele apresenta Sua vontade de maneira tão objetiva e sem aberturas. Essa compreensão nos ajuda a aceitar a Sua vontade, não como imposição, mas como proteção. Existem pelo menos quatro motivos para isso:
1. Para não se queimar –
Deus sabe que muitas coisas aparentemente inofensivas escondem um grande perigo. Quando Ele diz não para algumas coisas que muitas vezes achamos simples, pequenas ou até desnecessárias, Ele sabe o que está dizendo, sabe o que há por trás. Nem sempre conseguimos enxergar isso. Quem brinca com fogo corre o risco de se queimar.
Deus sabe, por exemplo, que um pouco de bebida alcoólica tem um efeito pequeno sobre a mente e o corpo. Por que, então, proibir totalmente o uso? Por que não permitir um pouco? Existem várias pesquisas que analisam o risco de quem bebe socialmente se tornar um alcoólatra. A maioria delas indica que 12% vai chegar lá. Parece um percentual pequeno, mas ele representa um sério risco. Deus conhece cada pessoa. Ele sabe que alguns só querem brincar com a bebida, mas sabe também que podem cair mais fundo. Outros, quem sabe, podem acabar se tornando viciados em “beber socialmente” porque não conseguem abandonar o hábito. Deus conhece os riscos, por isso diz não.
Satanás sempre tenta uma pessoa em seu ponto fraco. Por isso, quando alguém quer adaptar, ou fazer alguma abertura na vontade de Deus, já está demonstrando que esse é o seu ponto fraco. A história de Eva se repete: sempre que alguém enfrenta a tentação do seu jeito, porque acha ser forte para manter tudo sob controle, acaba se envolvendo muito mais do que imaginava. Brincar com o ponto fraco, ou com fogo, é pedir para se queimar. Lembro-me sempre de uma frase que aprendi na escola: “Pequenas oportunidades são o princípio de grandes acontecimentos”.

2. Para evitar limites humanos –Quando você decide estabelecer sua própria verdade e faz concessões, qual é o limite delas? As explicações que sempre se dá são: “Um pouco só não tem problema”; “Só vou ao cinema para ver filmes bons”; “Não vejo mal algum em usar um anelzinho ou uma correntinha discretos”.
A pergunta, porém, continua: Até onde vai o “só um pouco”? Quais são os bons filmes que não têm problemas? Qual é o tamanho do anelzinho, ou da correntinha discretos?
Se a verdade deixa de ser absoluta, e começamos a fazer concessões ou aberturas, surgem duas realidades: A primeira é que cada pessoa cuida da própria vida e estabelece os próprios limites. A verdade deixa de ser única para todos e passa a ser pessoal. Cada um tem a sua. Sendo assim, é claro que uns serão mais rígidos e outros mais liberais. Em segundo lugar, a igreja cria regras para definir até onde vão as aberturas, e quais são os limites. Nesse caso, a verdade passa a ter contornos humanos. Alguém define o que é a verdade e os demais a aceitam. Não podemos correr o risco de nos tornarmos como os fariseus, com regrinhas e mais regrinhas criadas por homens, nem tornar a religião uma questão apenas pessoal, pois assim colocamos o homem no lugar de Deus. Por isso, Deus diz não. A verdade absoluta é mais segura.

3. Para não confundir os outros –
Somos a única demonstração da vontade de Deus aqui na Terra, e as pessoas precisam conhecer a Deus olhando para nós. Somos Suas testemunhas. Se não formos exemplos claros, o cristianismo perde sua força.
Se no trabalho, um jovem Adventista é exatamente igual a todos os outros colegas, que diferença faz ser cristão? Poderá ele ser reconhecido como um cristão? Se no sábado à noite uma garota sai, e sua aparência é igual a das outras que não possuem nenhum interesse na vontade de Deus, como Ele pode ser reconhecido nela? Se um jovem adventista está sentado à mesa de bar com uma latinha de cerveja na mão, junto com seus amigos, será possível identificá-lo com um cristão?
É preciso sempre lembrar que a transformação operada por Cristo nos torna testemunhas silenciosas. Os outros podem ver a Cristo em nós pela maneira como nos apresentamos. Deus não pode correr o risco de fazer concessões para nos parecermos com as pessoas que não se entregaram a Ele, pois somos as únicas testemunhas dEle neste mundo. Essas testemunhas precisam estar cada dia mais visíveis e fáceis de serem reconhecidas.

4. Para vencer as sutis tentações de satanás –Quanto mais perto do fim, mais discretas e sutis serão as tentações de Satanás. Precisamos ser claros e definidos quanto à verdade, para que ele não tenha espaço. Quando o não é substituído pelo “mais ou menos” ou, por “um pouquinho só não tem problema”, ou ainda: “Não vejo mal nenhum”, fica difícil reconhecer o caminho de Deus, e Satanás se aproveita.
Quanto menos relativismo, adaptações ou “achismos” houver na verdade, mais eficaz e poderosa ela será.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

O QUARTETO DO DIABO

Ministério Jovem
No céu tudo é perfeito। Deus com amor criou milhares de anjos. Belos anjos. Criou um anjo mais bonito do que os outros. Seria um anjo especial.
Esse anjo tinha grandes talentos para a música. Era o regente do coral celestial e passava seu tempo ensaiando hinos com outros anjos.
Deveria ser bonita a hora do culto diário lá no céu. Uma grande orquestra com seus instrumentos e o talentoso Lúcifer dirigindo tudo.
Um dia estava passeando ao lado de um lago cristalino e olhou para dentro do lago e viu seu belo semblante refletido. E foi ali que o pecado iniciou-se. Conhecemos a história.
Houve guerra no céu e tiveram que sair dali. Vieram para esta Terra. Lúcifer com toda a experiência, talento e todo estudo da música não deixou de cantar. Quando chegou a Terra, continuou cantando. Não mais glória a Deus, mas músicas contra Deus.
Ele decidiu organizar um QUARTETO.
Vou escolher quatro elementos de talentos. Com vozes bonitas para cantar quando eu quiser, solo ou quarteto. Vai ser um sucesso.
Lúcifer organizou o quarteto e canta há milhares de anos. É um quarteto famoso. Canta em todos os idiomas do mundo.Com experiência de Lúcifer,seus cânticos se tornaram quase perfeitos.
Todos precisamos conhecer esse quarteto. Não para seguir os conselhos dos cânticos deles, mas para saber quem são e como evita-los.
O quarteto do diabo trabalho com muita energia e com muita inteligência para enganar os cristãos.
O primeiro Tenor
Tem uma voz bem aguda. Alcança as notas mais altas. Tem voz doce e agradável. Todos gostam de ouvir. Canta com uma facilidade tremenda. Solta a voz sem fazer nenhum esforço.
Ele se chama: “NÃO TEM PERIGO”
Ele cantou lá no jardim do Éden. Quando Eva começou a olhar para o fruto proibido, ele começou a cantar. Eva, não tem perigo, pode comer. Esquece o que Deus disse. Não se preocupe com Deus. Não tem perigo. Pode ficar a vontade, não tem perigo. Pode comer. Eva, não tem perigo.
Cantou para o povo no tempo de Noé. Quando Deus disse que ia mandar um dilúvio, ele começou a cantar. Não tem perigo, isso nunca vai acontecer. Vocês nem sabem o que é chuva. É bobagem! Não tem perigo.
Ele ainda canta e faz grande sucesso ainda hoje. Canta para crianças, jovens, para as pessoas de meia idade e para os idosos. Canta para os membros da igreja. E sempre afirma que não tem perigo. Você pode fazer isto ou aquilo, que não tem perigo.
Você sabe que o primeiro tenor é mentiroso. Seu regente é o pai da mentira. Seu cântico é uma canção de engano. Muitos só vão descobrir mais tarde. Eva descobriu tarde demais. Os antediluvianos também. Muitos hoje também irão descobrir tarde demais.
Deus diz que tem perigo, sim. Tudo aquilo que semeamos, vamos colher. Tem perigo, sim!
O segundo Tenor
Ele canta muito bem. Sua voz serve muito bem para a melodia. Ele canta solos maravilhosos. Seu cântico é agradável para muitas pessoas.
Ele se chama: “SOMENTE MAIS UMA VEZ”.
Muitos dizem: Vou fazer isto só mais uma vez, depois vou parar. Somente uma vez mais e depois vou deixar esta coisa. Quanta desgraça, porque alguém escutou a voz desse cantor.
Somente mais uma vez pode causar a formação de um hábito que será difícil quebrá-lo.
Quando Jesus encontrou aquela mulher caída no pecado, não disse a ela: “Pode continuar um pouco mais no seu pecado e depois deixa-lo”.
Não foi isso que ele falou. Ele disse: “Vai, e não peques mais.” Ele nunca disse: “Faça isso somente mais uma vez”.
Cuidado com esse cantor. Ele tem arruinado a vida de muitas pessoas.
O Barítono
Ele tem uma voz grave. Muito agradável. Ele engana muitas pessoas com sua voz.
Seu nome é: “TODOS ESTÃO FAZENDO”
Eu sei que isto não é muito certo...Mas todos estão fazendo. Eu sei que não deveria andar neste caminho, mas olha quantos outros estão andando nele.
Uma criança quando faz alguma coisa errada e o pai corrigi, imediatamente para justificar-se, diz: Mas, o meu irmão também faz.
Quando sabemos que estamos fazendo alguma coisa errada, e sabemos que outros também estão fazendo o mesmo, parece que nos sentimos mais tranqüilos.
Como nos sentimos bem quando descobrimos alguém que tem os mesmos defeitos que nós temos.
É tão fácil ver os defeitos de outras pessoas, mas é difícil enxergar os nossos próprios defeitos.
Todos estão fazendo. Mas não existe nenhum pecado que todos fazem. Não podemos julgar: uma família por um de seus membros; uma nação por um cidadão; um colégio pelo comportamento de um aluno; nem uma igreja pela atitude de um membro.
Nem todos fazem. O hino do barítono é um cântico mentiroso.
O Baixo do Quarteto
Apreciamos ouvir um “baixo” bem profundo. Aquele que alcança as notas mais graves. Um quarteto que não tem um baixo bem profundo parece que falta alguma coisa.
O baixo do quarteto do diabo é maravilhoso. Canta tão bem que todos gostam de ouvi-lo.
Ele se chama: “AMANHÔ
Agora não, mais tarde.
Diz-se que o diabo reuniu os anjos num concílio e perguntou: Qual é o melhor argumento que podemos usar para que as pessoas não aceitem a Jesus? O argumento que ganhou foi: Deixe para amanhã.
Você já viu na loja a placa: “Fiado só amanhã”. Por que só amanhã? Porque amanhã nunca vem.
E muitos estão encantados com o cântico do baixo. Aquilo que você precisava fazer e “deixou para amanhã”, dificilmente se conclui.
Todos nós temos um pouco dessa mania de “deixar para mais tarde”. Amanhã pode ser muito tarde. Hoje é o dia da salvação.
Esses cantores cantam solo, dueto, trio e as vezes cantam juntos.
O 1º Tenor: Não há perigo.O 2º Tenor: Somente mais uma vez..O Barítono: Todos estão fazendo.O Baixo: AmanhãNão ouça o quarteto do diabo. Ele canta constantemente. Você não pode ouvi-lo. Aquele que ouvir, se perderá. Não existe o “quase cristão”. Quase salvo é completamente perdido. Quase chegar ao destino quer dizer: não chegar. Quase chegar ao céu quer dizer: ser destruído. Precisamos ouvir a voz de Deus.